18 de mar de 2011

Conselho Nacional de Saúde discute o panorama da tuberculose no Brasil

18/03/2011 15h00
Na última quarta-feira (16/03), em seu penúltimo ponto de pauta, a 219ª Reunião Ordinária do CNS abordou o tema Dia Mundial da Tuberculose (TB), comemorado em 24 de março. No Brasil, estimativas apontam que a 7.500 pessoas ainda morrem, por ano, vitimadas pela doença. Hoje, o país ocupa o 22º lugar entre os que têm mais alta carga da doença e, além disso, é a primeira causa morte dos portadores de HIV e a terceira no Brasil.
Para discutir esse tema, compuseram a mesa, Draurio Barreira, coordenador do Programa Nacional de Controle da Tuberculose, Carlos Gouvea, do Fórum ONGs Tuberculose/RJ e o conselheiro Nacional José Marcos de Oliveira.
Apesar dos relevantes dados sobre a doença, apresentados ano após ano, o Ministério da Saúde só passou a tratar a tuberculose como prioridade apenas em 2003. Mas o fato é que toda população brasileira tem direito ao diagnóstico e tratamento no Sistema Único de Saúde (SUS).
Os dados confirmam que mais de 75 milhões de casos são diagnosticados ao ano e destes, 10% são retratamento. Ou seja, pacientes que por algum motivo, abandonam o tratamento, ou tratam de forma inadequada, e assim não conseguem encontrar a cura e, desta forma acabam aumentando os números de casos notificados e os óbitos.
No que se refere ao abandono de tratamento, Carlos Gouvea, do Fórum ONGs Tuberculose/RJ, alertou que “muitas vezes não é o paciente que abandona o tratamento, na verdade é o serviço que deixa o paciente, especialmente por falta de pessoal necessário para dar andamento ao tratamento adequado”. Gouvea lamenta, e afirma que apesar da passagem dos séculos “o Brasil continua criando condições favoráveis à perpetuação da Tuberculose no país”.
O coordenador do Programa Nacional de Controle da Tuberculose, Draurio Barreira, também advoga a ideia de que o panorama da Tuberculose no Brasil “só irá melhorar quando, e se, os fatores condicionantes para uma boa saúde da população forem, de fato, estruturados e garantidos a todos”.
E ressaltou no Pleno do CNS, que a presidente Dilma Rousseff elegeu a erradicação da miséria como sua prioridade e “a tuberculose é produto da desigualdade social”, finaliza Draurio Barreira.
Ao fim, como encaminhamento, duas recomendações foram aprovadas por unanimidade, uma sobre a concessão de um benefício para portadores de tuberculose, que será enviada ao Ministério da Saúde (MS) e outra, sobre a inclusão do tema da TB na agenda política dos Conselhos de Políticas Públicas.
Tratamento

A tuberculose é uma doença infecciosa, causada pelo bacilo de Koch, e transmitida por meio do ar, mas com o tratamento supervisionado o risco da propagação da doença diminui, pois o paciente é acompanhado e orientado diariamente. O tratamento dura seis meses e o paciente vai diariamente ao Posto de Saúde tomar a medicação. O tratamento é gratuito e disponível nas Unidades de Saúde. Os principais sintomas são a tosse crônica (três semanas), a febre, o suor noturno (que chega a molhar o lençol), a dor no tórax, a perda de peso lenta e progressiva e a perda do apetite e indisposição. Com a constatação dos sintomas, o paciente deve procurar imediatamente o Posto de Saúde do seu bairro.
Apesar de todo o avanço da tecnologia e da medicina, a tuberculose é, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), a maior causa de morte por doença infecciosa em adultos e continua matando milhões de pessoas em todo o mundo.

Fonte: CNS

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